sábado, 1 de fevereiro de 2014

Viajar é preciso?

Há pessoas que sonham com riquezas, fama, sucesso. Não, não me levem a mal. É claro que também sonho em ser bem sucedida na profissão que escolhi. Entretanto, mais que sucesso profissional, eu busco aprendizado pessoal, Por isso, desde pequena fui incentiva a tornar meus sonhos reais, muitos deles eram passageiros e triviais, admito. Mas outros marcaram minha vida de forma que até hoje estou guerreando para torna-los realidade. Acredito que é incorreto usar adjetivos como (fáceis, difíceis, possíveis e impossíveis), pois  para realizar sonhos é necessário alguma sorte e muito trabalho . Nunca fui muito sortuda, então tive que trabalhar duro e abdicar de várias coisas para conseguir carimbar meu passaporte para Londres.

Como vocês perceberam, meu maior sonho é viajar, não para um lugar, especificamente, mas conhecer o mundo - pessoas,  idiomas,  culinárias. Enfim culturas diferentes da minha. Não culparia niguém que achasse isso uma besteira ou, até mesmo, impossível - "Uma menina paraense sem muitos recursos e com muitos problemas para resolver"( já escutei essa frase), dizer que vai se tornar uma cidadã do mundo. Contudo, desde que resolvi não adjetivar meus sonhos, digo-lher é possível que tornem-se real! No mes de junho de 2014 convido vocês para viver comigo essa nova página da minha vida. Farei um diário de bordo online para falar dos meus preparitivos para minha primeira viagem internacional , expectativas, desejos, medos. Quem sabe não possa ajudar alguém que pense em fazer o mesmo.
O que sei e que eu preciso dessa viagem para aprender mais sobre o mundo e eu. Nessa medida lembro-me sempre do que disse  Fernando Pessoa: "Navegra é preciso..."
 Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
     "Navegar é preciso;  viver não é preciso".
 
Quero para mim o espírito [d]esta frase,   
transformada a forma para a casar como eu sou:
  
Viver não é necessário;  o que é necessário é criar.  
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.  
Só quero torná-la grande,   
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
  
Só quero torná-la de toda a humanidade;   
ainda que para isso tenha de a perder como minha.  
Cada vez mais assim penso.
 
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue   
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir  
para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.  

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