Engraçado! Quando criança acreditamos que
um dia vamos ter aprendido o bastante para o resto da vida, e a partir desse momento
seremos sábios. Esse é um pensamento muito comum, mas não válido. Os que assim
como eu são professores, sabem da importância de pesquisar, e assim construir
ao longo da vida habilidades. Contudo, o conhecimento não é conquistado apenas em salas
de aulas. Muitas pessoas não tiveram a oportunidade de usufruir o saber
intelectual, entretanto, algumas delas, são muito mais sábias que muitos intelectuais.
Minha vontade de viajar surgiu da
expectativa de conquistar um saber que possibilite unir o melhor dos dois
mundos: o saber intelectual e o empírico. Por que Londres? Vários motivos: A língua.
Sou apaixonada pela língua inglesa, acabei de me formar em um curso de inglês,
também comecei uma graduação para me tornar professorada, assim viajar para um
país de língua inglesa é um sonho; Estarei em contato diário com o inglês e farei
um curso de aperfeiçoamento da língua que me proporcionará uma melhor fluência;
É menos complicado viajar para Inglaterra, do que para os Estados Unidos, uma
vez que para USA você necessita de visto até mesmo para viagens curtas como a
minha, enfim essa exigência pode deixar a sua viajem muito mais cara, já que
você precisará ir à Brasília, gastar com hotel...; O continente europeu
transpira história- uma outra antiga paixão- lá encontramos museus, prédios,
ruas que fizeram parte da história mundial. Ahhhhhhhhhhhhh.; Com um pouquinho
de dinheiro extra é possível viajar de trem para outros países como Escócia e
França, pois a distancia é pequena e a União Europeia permite que você se
desloque durante sua estada e por ultimo quero ser Alberto Caeiro e aprender
com o que vejo, sinto, cheiro, toco... Enfim com “O MEU OLHAR”
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

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